sábado, 1 de novembro de 2014

A doce princesa, e o Jovem plebeu


Era uma vez, uma doce princesa, doce como o doce mais doce que você já conheceu. Ela era adorável, encantadora. Tinha cabelos castanhos que pendiam sobre seu lindo rosto e caiam em ondas sobre sua clavícula, corpo esbelto tal como de uma princesa que tinha feito ballet desde pequenina. Ela seguia os melhores planos que seus pais puderam fazer, era obediente e não sentia vontade alguma de fazer o contrário. Quando a jovem nasceu a bruxa má enfeitiçou o reino, e então os sentimento da princesa fariam reflexo a tudo e todos a partir daquele dia. Se a menina amanhecesse má, o castelo amanheceria mal também, se ela amanhecesse feliz, tudo se faria feliz também. Mas a princesa era tão boa que tudo e todos a sua volta eram bons também, e dessa fora, sem contato com sentimentos ruins o reino sempre foi bom, florido, e feliz. Até que em um belo dia, a princesa saiu das redondezas do castelo com seu cavalo branco, e enquanto cantava e colhia frutos avistou um rapaz jovem, alto, branco como a neve, lábios rubros e vermelhos, cabelos negros como breu, e olhos castanhos que se destacavam em meio a tanta beleza. A jovem pensou o que estaria fazendo ali um homem tão doce. Seu destino era casar-se com o princepe do reino, e assim, dar continuidade ao bondoso reino. Porém, no momento que seus olhos tocaram os dele, eles tiveram certeza, como a magica que não presenciavam a tempos que eles tinham sido feitos um para o outro, que o amor já florescia em seus corações.
Ele era bruto, indelicado, rude, mas quando os dedos da doce princesa tocavam seu rosto, ele relaxava e sabia que podia ser tudo que não era por ela. Conforme se conheciam aprendiam como lidar um com o outro, mas o que ela menos esperava acontecia a cada dia que passava. Quanto mais bondade o jovem moço via na princesa, mais se afastava pois não se achava no direito de tê-la sendo como era.
Ela tentava mostrar a bondade que existia em seu duro coração, mas ele não conseguia enxergar, e nem o amor mais forte poderia fazer isso por ele, nem o amor mais forte poderia faze-la desistir dele.
Um belo dia o jovem falou a ela que não a queria mais, que não a amava. Então a princesa aceitou sem questionar, pois seu amor era tão sincero e verdadeiro a ponto de abrir mão de ficar perto dele, de sofrer sozinha para deixa-lo viver feliz, longe dela.
Enganado sobre sua ruindade, quando viu a princesa indo embora sentiu seu coração despedaçando dentro de si, mas se manteve firme como tinha aprendido a viver.
A cada passo que ela dava perto do castelo, quanto mais tristeza levava para lá mais cinza o reino ficava, e as flores murchavam, e até a rosa mais vermelha secou, e o céu fechou, e nos meses seguintes só se via chuva, enquanto a princesa encharcava seu travesseiro de doces lagrimas de amor.
Quando as lagrimas sessaram a princesa começou a sujar seu doce coração pelo reino que era triste também, se inundava de tristeza e maldade, e então voltou a procura-lo achando que agora ele gostaria dela já que ela era tudo que ele dizia querer. Mas não foi suficiente, o jovem plebeu estava limpando seu duro coração, e se tornara um homem bom, e já não se encaixavam mais, pois as diferenças só tinham aumentado.
Se perderam aos poucos sem se dar conta, e o amor que era doce, passou a destruir ambos, pois não conseguiam mais viver juntos. Ele então se matou por não tê-la feito triste e ter espalhado sua ruindade pelo doce coração dela. E ela morreu sufocada em sua dor.

O reino voltou a florescer mas desde então nunca houve amor, o mesmo foi banido do reino, tornando se a metrópole mais fria de todos os tempos.

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